segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Corretor Ortográfico para o Open Office
http://extensions.services.openoffice.org/node/1376
Enjoy!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Promovendo o Linux entre alunos
Percebi então, que na abordagem tradicional, na qual são apresentados os conceitos sobre o Linux, por exemplo: File System, Processos, Comandos, Terminal, etc, os alunos não sentiam muita motivação para continuar explorando este mundo e para instalar o Linux em casa, então, resolvi fazer uma experiência com diferentes turmas.
Criei duas abordagens:
- Abordagem técnica: segue o modelo tradicional, na qual se inicia explicando o surgimento do Linux, os diferentes terminais, os comandos mais comuns, processos, etc.
- Abordagem "modo usuário": dei esse nome pois a idéia aqui é mostrar o Linux primeiro para o usuário dentro de cada aluno, e depois para o cientista da computação. Nesta abordagem, basicamente eu preparei minha máquina com Gnome e Compiz Fusion e deixei a aparência da mesma fantástica, deixei a interface gráfica mais bonita ainda que a do Mac.
Na turma com a abordagem técnica, a motivação foi a tradicional, alguns alunos querem conhecer Linux, mas a grande maioria quer aprender o suficiente para "passar de ano".
Para a turma da abordagem 2, os conceitos técnicos (importantíssimos), vieram diluídos, eu sempre trazia um conhecimento "modo usuário" e depois ia para um conhecimento técnico. Por exemplo: instalava um player de som, mostrava o mesmo para eles, ai ficávamos brincando com o processo. Ou ainda, instalávamos algum software e tirávamos permissões, etc. Os conceitos entravam na cabeça dos alunos de forma surpreendente.
A conclusão é que:
Na turma com a abordagem modo usuário, a adoção do Linux pelos alunos em suas máquinas pessoais foi de 90%! Na turma com a abordagem técnica, houve resistência e a adesão foi de menos que 15% nas máquinas pessoais dos alunos.
Percebi então, que vale muito a pena mudar nossa abordagem, e este é um conselho que eu dou para as pessoas que querem evangelizar Linux. Apresentem primeiro as "coisas bonitas". Instalem um Gnome ou Kde com efeitos visuais bacanas, coloque um firefox cheio de plugins, com Flash funcionando, mostre que o Linux é compatível.
Se quiser saber como instalar o Compiz, veja aqui.
Espero ter colaborado com uma boa dica para evangelizarmos mais e melhor!
Estou aberto a críticas e sugestões para melhorar o modelo!
sábado, 18 de julho de 2009
Projeto Open Source para avaliação de eventos/cursos/palestras
A aplicação funciona da seguinte forma: o avaliador inicia um serviço na sua maquina que roda o Jetty (small app server) e nele roda a aplicação, no primeiro uso, o usuário faz o setup de sua avaliação (perguntas e respostas), enfim, libera a avaliação para a rede e todos os alunos podem preencher o formulário.
Os dados das questões e respostas são todos armazenados em XML, e podem ser acessados em outros momentos, mesmo derrubando e levantando o serviço novamente.
A linguagem de implementação é Java. O projeto pode (e deve) ser utilizado para se aprender mais sobre esta linguagem!
Quem quiser ajudar, será bem vindo. O projeto está em beta mas já é funcional.
Link para baixar o projeto e solicitar participaccao: https://sourceforge.net/projects/jevaluation/
terça-feira, 12 de maio de 2009
Lançada edição n. 2 da Revista Espírito Livre
Esta edição vem com o assunto de capa “Leveza, estabilidade e performance”, apresentando soluções desktop e para rede nestes quesitos… aliás, tem ainda duas entrevistas sobre o assunto, uma com o criador do GoblinX Linux, distribuição bastante conceituada fora do país, mas criada por um brasileiro, e outra mega-entrevista, desta vez com Robert Shingledecker, criador do Tiny Core Linux e antigo desenvolvedor do Damn Small Linux. Ainda conta com matéria sobre o Sacix e o TCOS.
A revista conta com um super time de colaboradores que fizeram a edição de n. 1 ser um sucesso. Foram mais de 8000 downloads em menos de um mês. Tentamos fazer com que a n. 2 também siga o mesmo caminho...
Tivemos a inclusão de novos colaboradores, que falam dos mais variados assuntos, mas sempre com qualidade e tentanto atingir aos mais variados públicos.
Não percam tempo e peguem já a sua na seção de downloads do site: http://revista.espiritolivre.org ou aqui: http://www.revista.espiritolivre.org/?page_id=59.
A distribuição da revista é gratuita.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Lançada Revista Espírito Livre
A equipe liderada por João Fernando, da Iniciativa Espírito Livre, é composta ainda por Hélio Ferreira na edição de arte, e como colunistas e responsáveis por artigos estão Cezar Taurion (IBM), Alexandre Oliva (FSFLA), Jomar Silva (ODF Alliance), Roberto Salomon (IBM), Edgard Costa (BrOffice.org), David Ferreira (CDLivre), Cárlisson Gaudino, Lázaro Reinã, entre outros. A revista ainda conta com Rodrigo Leão e sua tirinha do Lino e Wino, e Kárlisson com o seu já popular Nérdson não vai à Escola. Eventos de software livre e afins também tem lugar garantido na agenda e em outros locais de destaque da revista. Caso seja responsável por algum evento, entre em contato conosco. A matéria de capa é sobre Computação em Nuvem e a entrevista de estréia é com Pau Garcia-Milà, criador do conhecido sistema operacional web eyeOS.
Contamos com a participação de todos, lendo, apresentando aos amigos, contribuindo com sugestões e opiniões em geral.
Com isso esperamos torná-la referência neste quesito.
Para baixar a edição #001 da Revista Espírito Livre aponte se navegador para http://revista.espiritolivre.org
OBS.: Gostaria de agradecer a todos os envolvidos na produção da revista, e aproveitar para dizer que sem vocês este projeto não seria possível! Se possível, espalhem este e-mail para seus contatos, blogs, sites e onde mais couber...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Cuidado com suas fontes
Eu já fui assinante da Info Exame, mas... cada vez mais a revista está tendenciosa, vive de análises: 100 dicas para o Iphone, Qual será seu próximo Celular, 55 novidades do Windows 7, etc, etc, etc.... O que isso interessa?
Eu ainda seguia os fóruns e blogs de Info Exame, mas está semana rolou a gota d'agua. Vejam este post: http://info.abril.com.br/blog/nalinhadogoogle/20090219_listar.shtml?148544 de autoria de Maurício Moraes, olhe esta parte: "Primeiro vieram os pingüins do OpenOffice, apoiados por governantes encrenqueiros que teimavam em economizar alguns milhões de dólares com a compra de licenças."
Pelo amor de Deus, onde este cara vive? Não estou defendendo ODF aqui, não se trata disso, trata-se de mostrar um pouco mais de preparo para discutir informações do que fazer uma crítica infundamentada.
Acredito que temos que buscar melhores fontes.
Para saber mais sobre ODF: http://jmmwrite.wordpress.com/2007/12/17/use-e-divulgue-o-open-document-format-odf/ e http://homembit.com/
Cuidado com suas fontes
Eu já fui assinante da Info Exame, mas... cada vez mais a revista está tendenciosa, vive de análises: 100 dicas para o Iphone, Qual será seu próximo Celular, 55 novidades do Windows 7, etc, etc, etc.... O que isso interessa?
Eu ainda seguia os fóruns e blogs de Info Exame, mas está semana rolou a gota d'agua. Vejam este post: http://info.abril.com.br/blog/nalinhadogoogle/20090219_listar.shtml?148544 de autoria de Maurício Moraes, olhe esta parte: "Primeiro vieram os pingüins do OpenOffice, apoiados por governantes encrenqueiros que teimavam em economizar alguns milhões de dólares com a compra de licenças."
Pelo amor de Deus, onde este cara vive? Não estou defendendo ODF aqui, não se trata disso, trata-se de mostrar um pouco mais de preparo para discutir informações do que fazer uma crítica infundamentada.
Acredito que temos que buscar melhores fontes.
Para saber mais sobre ODF: http://jmmwrite.wordpress.com/2007/12/17/use-e-divulgue-o-open-document-format-odf/ e http://homembit.com/
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Guerra de software
Defendendo meu peixe, obviamente :-) , a IBM está muito "escondida" nessa figura!!! Todos sabem de seu apoio a padrões abertos. Outro erro grande: ODF não é uma iniciativa somente da SUN, existem N empresas por tráz do padrão...
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Cola: Edição compartilhada de código fonte em Tempo Real
Este recurso prove mecanismos para se fazer edição de código fonte compartilhadamente em tempo real.
O que um programador está fazendo em uma classe vai ficando visível para outro programador que está na mesma classe em tempo real, sem necessidade de commits, merges, updates, etc, etc, etc.
Mustafa K. Isik gravou um vídeo que demonstra a nova funcionalidade, achei animal! Vale a pena dar uma olhada!
Mais detalhes aqui: http://codesurgeonblog.com/2008/06/cola-real-time-shared-editing.html
sábado, 26 de abril de 2008
DBJMIN - Cliente de banco de dados multiplataforma e open source
Com ele você se conecta em um banco de dados qualquer sem a necessidade de instalar nada em sua máquina, e assim, pode realizar instruções SQL.
O DBJMIN tem versões WEB e Desktop.
Pode se conectar no DB2, MySQL, Portgresql, Firebird, Derby e Oracle.
O melhor de tudo é que ele é open source e multiplataforma!
Para baixar, eis o link: http://dcon.com.br/dbjmin/.
Enjoy!
quarta-feira, 26 de março de 2008
Maioria das empresas brasileiras utiliza software livre
Boa notícia:
Fonte: http://www.abes. org.br/templ3. aspx?id=364& sub=348
É uma boa notícia vinda de uma instituição com um certo nível de respeito.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Manual de CVS
Eu utilizo CVS diariamente em meu projeto atual, e não é simplementes para controlar alterações simuntâneas como muita gente faz. Nós utilizamos tags e branches. Pretendo escrever algo sobre isso em breve, pois certamente, muita gente até desconhece estas funcionalidades.
Neste site: http://ximbiot.com/cvs/wiki , eu encontrei muito material sobre CVS, com muitos exemplos. É um ótimo bookmark para desenvolvedores!
No meu post anterior falo de um cliente que pode ser utilizado em Linux/WIN/MAC, muito bom mesmo! Recomendo!
Bom trabalho!
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Como um recém formado pode ter experiência?
O motivo mais comum para que o estudante não obtenha experiência na área enquanto cursa a faculdade, é que o mesmo tem que trabalhar para pagar sua graduação, e o seu trabalho não é na mesma área que seu curso.
Na Índia, a maioria dos alunos não trabalha enquanto estuda. Eles se dedicam integralmente aos estudos. Porém estamos em situações diferentes, e no Brasil, a maioria dos estudantes tem que bancar seus estudos!
Neste contexto, podemos até adicionar mais um “tempero” para a pergunta que os estudantes fazem: "Como um recém formado pode ter experiência, se ele tem que trabalhar para cursar uma faculdade?".
Vamos as minhas opiniões. Para que o estudante enquanto graduando ganhe experiência, temos duas maneiras simples:
1- Estágio
O estágio é algo comum a muitas faculdades. O aluno será pago (ou não) para desenvolver algum trabalho de interesse para a faculdade ou para empresas que contratam estagiários. Muitas empresas grandes tem programas de estágio, vale a pena vasculhar suas páginas. Você encontra mais informações sobre o programa da IBM aqui.
O estágio para o aluno enquanto graduando, auxilia muito no amadurecimento do mesmo pois o coloca em contato com profissionais da área e situações reais em empresas.
Todas as faculdade que eu conheço tem programas de estágio interno e a maioria delas também tem parcerias com empresas, que facilitam ao seu aluno, conseguir um estagio. Fale com o coordenador do seu curso sobre isso!
É importante lembrar que muitas pessoas fazem estágio em áreas diferentes das do curso que estão frequentando, então, vão ter que utilizar a minha segunda idéia para conseguir experiência!
Um fato para que o aluno não faça o estágio, é que em alguns lugares, a bolsa que será paga não cobre os gastos com a faculdade, e o aluno não tem condições de “bancar” a diferença. É importante pesar isso e talvez fazer um financiamento estudantil para pagar a faculdade e poder fazer o estágio para ganhar a experiência, pois, na maioria dos casos, quanto mais experiência, maior o salário do profissional, pode-se abrir um debate sobre isso, mas essa é uma decisão pessoal. Se não for possível o estágio na área, então o estudante também terá que partir para a minha segunda idéia!
2- Projetos Open Source
Essa é uma grande idéia e fácil de implementar! Basta que o aluno crie ou participe de um projeto Open Source ativamente.
Parece simples e bobo, mas pode render muita experiência e até fazer que o aluno fique bastante conhecido na comunidade Open Source, valorizando assim ainda mais seu currículo.
Criação de um projeto Open Source
Falando-se em criar um projeto open source, a idéia é pensar em algum software que possa ser útil para alguém. Definimos útil como:
a) pode ser um software que tenha alguma utilidade real, por exemplo, algo que vai monitorar uma rede e enviar e-mails para pessoas cadastradas, uma aplicação para a dona de casa levar o Palm no mercado para cadastrar preços e decidir em que lugar comprar, e assim por diante.
b) vai ter uma utilidade acadêmica, por exemplo, o aluno vai pesquisar sobre o desempenho de aplicações JAVA com o banco de dados DB2 9. Ele pode implementar um software para mostrar os resultados.
Em ambos os casos tudo deve ser rigorosamente documentado e toda a documentação deve ser liberada junto com o software. Mesmo que não exista o desenvolvimento de um software, o desenvolvimento de documentação e disponibilização da mesma já é um ótimo meio de se conseguir experiência.
O site mais utilizado por pessoas que desenvolvem projetos Open Source hoje em dia é o SourceForge. É só cadastrar-se e lançar seu projeto.
Um exemplo na prática de um projeto criado é o DB2-jmin, criado pelo meu amigo José Damico. Com pouco tempo de projeto, ele ja conheceu muita gente e lhe deu muita experiência.
Participando de um projeto Open Source
Participar de um projeto Open Source pode demorar mais para lhe trazer resultados. A idéia é procurar um projeto pelo qual você se identifique e entrar para a comunidade que o mantém, por exemplo, temos o ERP Open Source Compiere, você pode baixar o código fonte, estudar o mesmo e criar alterações e submeter para o mantenedor do mesmo para aprovação.
Porém a maneira mais fácil de começar neste tipo de trabalho, é através de traduções. Praticamente todos os atuais desenvolvedores começaram traduzindo algo, seja interface, dados ou documentação.
Várias distribuições Linux também precisam de muita ajuda, principalmente em tradução. Procure o Ubuntu por exemplo.
Geralmente, quanto menor o projeto, mais fácil para se tornar um desenvolvedor.
Conclusão
Estágio sempre é ótimo! Se possível, tente fazer algum estágio na área enquanto graduando. Porém, fazendo estágio ou não, trabalhando ou não, NADA impede um estudante de criar um projeto Open Source ou participar de um. Eu incentivo ao máximo tal prática!
Participar de um projeto Open Source, em um curto espaço de tempo, pode não trazer tantos benefícios quanto criar um projeto. Pois, provavelmente a comunidade não vai aceitar um desenvolvedor tão rapidamente em um projeto, então, se existe pressa, convém criar um projeto.
Uma ótima maneira de criar um projeto, é criar em grupo. Encontre algumas pessoas em sua sala de aula, e proponha a idéia, todos vão crescer juntos, e, várias cabeças pensam melhor que uma!
Bem, espero ter dado boas idéias para estudantes neste post! Não deixe de conferir os outros posts sobre carreira em http://jmmwrite.wordpress.com/category/carreira/ , você vai encontrar boas idéias e dicas lá!
Boa sorte nos seus projetos, e podem me chamar para colaborar hein!?
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
10 anos de Linux em minha vida
Neste mês de janeiro, comemoro 10 anos que conheci Linux! Como muitos usuários, aprendi sozinho, fuçando na Internet. Resolvi fazer esse relato para mostrar a evolução do Linux nesse período para os mais novos e também compartilhar experiências que, certamente, muita gente passou. Daria para escrever um livro com os “causos”, mas vou tentar ser o mais objetivo possível!
Em janeiro de 1997, eu tinha 17 anos e utilizava Windows 95. Eu vivia irritado com os paus do mesmo, e com as constantes “formatações” que tinha que fazer, seja para arrumar problemas ou melhorar o desempenho.
Eu vivia comprando revistas sobre tecnologia, e de vez em quando via matérias falando de um tal de Linux, mas como tinha que fazer um download grande, eu sempre desanimava. Tinha internet discada em casa, e a paciência nunca foi meu forte.
Num passeio por uma banca, encontrei uma revista, que nem me lembro o nome mais. Era uma edição especial, que vinha com o Slackware 3.1.0. Se não me falha a memória, acredito que nesta edição veio um CD, você tinha que abrir o CD e fazer um disquete para poder bootar pelo CD, algo assim.
Eu lembro que foi uma vida para instalar ele. A interface gráfica não funcionava nem a pau! Tínhamos que configurar tudo na mão. Arquivos textos pra lá e pra cá... Mas não demorou muito, para eu encontrar na Internet (navegando pelo Windows) um arquivo de configuração de um usuário avançado que tinha uma máquina igual a minha. A placa de vídeo era uma Trident de 4 megas! Um monstro para a época!
Bem, funcionou a Interface gráfica, mas e ai? O que eu poderia fazer com aquilo sem Internet? Fiquei bons meses so brincando com o Slackware offline. Eu me lembro que em junho saiu a versão 3.3.0. Mas ai eu poderia baixar, mas não tinha gravadora para queimar a mídia! :-(
Neste mesmo mês, passeando por uma banca, encontrei um tal de Linux Marumbi se não me engano. Finalmente coloquei ele na minha máquina, e “deu vídeo” de primeira! Amei a distro! No mesmo dia que instalei na minha máquina, instalei para um amigo, e perdi uma caixa de cerveja em uma aposta: após instalar o Linux eu apostei que se ele conseguisse dar um “dir”, eu pagaria a caixa para ele. Ele conseguiu. Foi ai que eu aprendi sobre alias!
Já no começo de 98, eu estava querendo me matar, pois simplesmente não conseguia navegar na Internet com o Linux. Eu tinha um maldito Win modem que não funcionava. Em lista de discussão, via que todo mundo que conectava usando Linux, tinha modens US Robotics “jumpeados”. Foi batata, juntei dinheiro por uns 3 meses e comprei um!
Foi mais uma vida configurar o Linux para acessar Internet, não existia nenhum utilitário amigável, mas, demorou até que consegui. Ele vinha com o Netscape, se não me engano o 4. Não abria nada decentemente. Ficava muita coisa feia. Eu lembro que xingava o navegador (não sabendo que a culpa não era bem dele). Já o Licq funcionava bonitinho. Eu falava com meus amigos orgulhoso “Estou conversando com você do meu LINUX”, me sentia o verdadeiro Hacker!
Em 99 também conheci o Star Office, que é o pai do Open Office. Como o negócio era pesado. Não abria documentos do Word decentemente, muito menos XLS e PPT. Perdia todas as formatações.
Outro problema que me matava era que eu não conseguia imprimir no Linux decentemente. Até eu conhecer o CUPS, por volta de 2000, eu salvava em disquete no Linux e ia pro windows e imprimia. Salvar em disquete demandava um mount e um umount, não havia ícone ou automount. Só fui descobrir como montar a partição Windows no Linux com suporte a escrita em meados de 2000.
Em 2000 eu fiz minha primeira grande proeza por volta de fevereiro. Vi que saiu o Kernel 2.2, resolvi instalar o bicho. Muito trabalho para conseguir depois de umas 10 compilações, um kernel funcional!
Em junho de 2000 eu resolvi voltar pro Slackware, aproveitando um upgrade em minha máquina. Baixei o Slackware 7.1. e instalei no bicho. A máquina veio com uma placa Nvidia, e eu lembro que a interface gráfica não funcionou. Encontrei um site com um how to de como baixar e configurar o driver para Linux, assim o fiz. Quando mandava um startx, aparecia o logo da Nvidia, eu quase chorei de emoção: Aceleração 3D no meu Linux!
Em janeiro de 2001 saiu o Kernel 2.4, mais uma vez, brinquei de recompilar e instalar o bicho. Dessa vez foi de primeira!
Ainda em 2001 conheci o dropline gnome, uma versão alterada do Gnome para o Slackware, muito bonita! Baixei e instalei! Conheci tambem o Piter Punk, e o slackpkg, uma espécie de apt-get para Slack.
Neste mesmo ano eu comecei a trabalhar com Infra. Implementei muitas solulções baseadas em Linuxm dentre elas: servidor de páginas, rede (samba), rede wireless, VPN, fiz terminal burro rodando aplicativos Clipper no dosfree, etc.
Algo que me irritava no Slackware, talvez por incompetência minha mesmo, eram as suas atualizações. Eu vi um amigo meu, fazendo uma atualização de um servidor Debian: apt-get update, apt-get upgrade! Achei lindo, resolvi testar o bicho! Foi paixão a primeira vista. Botei Debian na minha máquina.
Já em 2003, foi lançado o magnífico kernel 2.6. Compilação e instalação de primeira!
Desde 99 eu ja comecei a dar cursos de Linux na faculdade, pois acreditava (e ainda acredito), que devemos compartilhar conhecimento. Eu aprendia mais ainda nos cursos. Lembro que no meu terceiro curso, um infeliz perguntou sobre Firewall e eu não sabia!!! O cara fez eu aprender iptables!
Até 2006 eu fiquei trabalhando pacificamente com Linux e Windows em meu desktop. Quando precisava de algo no Windows, eu ia para ele, mas... no começo de 2007 eu conheci o Ubuntu, e vendo toda a maturidade atingida por aplicativos como Firefox, Open Office, e cia... quem precisa de Windows?
Hoje, sou um feliz usuário do Ubuntu 7.10, consigo utilizar o mesmo no meu trabalho. Em 2007 ainda haviam alguns softwares que precisavam de Windows para rodar, mas, consegui convencer minha gerente a remover esses softwares do projeto em favor de padrões abertos.
Atualmente minha luta é trocar os formatos proprietários da M$ por ODF, acredito que eu vá conseguir em breve!
Minha conclusão é que, desde 1997 o Linux evoluiu muito. Deixou de ser algo complicado de se utilizar e está muito mais amigável hoje. Isso dá um impulso no seu uso corporativo. Graças a distribuições “comerciais” como Red Hat, o Linux entrou e ficou nas grandes corporações. Iniciativas magníficas de empresas sérias como IBM, Oracle e SUN, colaboram cada vez mais para a utilização do Linux em larga escala. As pessoas estão mais conscientes sobre padrões abertos e não querem ficar reféns de nenhuma empresa. Todos estes fatores indicam que o Linux vai ser cada vez mais popular, e nós meus amigos, que já o conhecemos bastante, devemos evangelizar as pessoas!
Que venham mais 10 anos de Linux!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Reusabilidade de pesquisas na graduação de profissionais de TI
É comum ver professores solicitando pesquisas sobre determinados temas que já foram cansativamente explorados. É obvio que determinados temas, fazem parte da formação de um profissional, e devem ser pesquisados e re-pesquisados.
Muitos alunos tambem desperdiçam trabalhos de conclusão de curso(TCC) explorando temas que não vão agregar em nada, pois já foram muito explorados por outras pessoas.
Porém, existem temas que teriam evoluído imensuravelmente se os professores se dessem ao trabalho de utilizar o material de pesquisa já desenvolvido e pedissem para os alunos estenderem tal material, de inúmeras maneiras: aprofundando a pesquisa, criando novas utilidades, desenvolvendo documentação, implementando, etc.
Conceitos de "reusabilidade de pesquisa" parecem não fazer parte da comunidade acadêmica brasileira falando-se em formação de técnicos e bacharéis(a coisa muda pouco de figura falando-se em mestrados e doutorados).
A inovação vem da pesquisa. E não vamos inovar se ficarmos pesquisando o que já foi pesquisado. O índice de inovação das faculdades brasileiras é baixo se comparado ao de faculdades do BRIC. O número de patentes registradas é baixo!
Exitem N medidas para serem tomadas a fim de melhorar o índice de reutilização do conhecimento, as mais simples que pensei no momento são as citadas abaixo:
- Sincronização entre as disciplinas de um curso.
- Criação de um repositório de conhecimento, como um WIKI. Algo tão fácil de se implementar e que traz tanto resultado.
- Colaboração com a Wikipédia.
- Pesquisa na internet antes de propor temas para TCC ou aprovar temas que alunos sugerirem, o tema pode já estar cansativamente explorado.
- Pesquisa na Internet antes antes de solicitar um trabalho para alunos.
A WEB 2.0 está ai, e vai ajudar muito neste modelo de reutilização de conhecimento! Cabe a faculdade, disciplinar os alunos em como utilizar este modelo, mas como vai disciplinar o aluno, se a própria faculdade não o usa?
Fala-se tanto em reusabilidade no desenvolvimento de aplicativos, e os ganhos com isso são notáveis, por que não implementar no aprendizado?
Professores e coordenadores, vamos fazer a roda girar, pois ela já foi inventada!
Conte comigo nesta empreitada!
Leitura recomendada: Post do Taurion sobre Exploração do Open Source
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Time do Samba recebe documentação de protocolos Microsoft
Resumindo em bom português: A Microsoft assinou um acordo com a Protocol Freedom Information Foundation (PFIF) que estabelece que ela vai disponibilizar a documentação sobre seu protocolo de redes Windows para sofwares free, como o Samba.
Isso vai permitir que o time que fez o Samba, implemente melhor a integração com o Active Directory (AD), dentre outros.
Mais detalhes em: http://news.samba.org/announcements/pfif/
Para quem não está vivendo neste planeta nos ultimos 15 anos, Samba é o Free-Software que possibilita ao Linux operar em redes Windows, seja simplesmente compartilhando arquivos ou trabalhando como um servidor de redes Windows.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Use e divulgue o Open Document Format (ODF)
Cada vez mais nós (governos, contribuintes, empresas, etc) estamos deixando de armazenar documentos em papel e armazenando em meio eletrônico. Isso é fato. O grande problema que surge neste contexto, é que a forma que uma pessoa armazenou o dado, pode não ser acessível para outro devido ao seu formato. Hoje estamos numa situação como ilustra a figura abaixo:
Documentos sendo criados pelo aplicativo X, só são lidos pelo aplicativo X, documentos criados pelo aplicativo Y, só são lidos pelo aplicativo Y. Se o governo trabalha com o aplicativo X, e você retira este documento do governo, logo tem que ter o aplicativo X para poder abrir o mesmo!
Outra situação é, se o fabricante do aplicativo X efetua uma atualização nele. Os documentos criados a partir dos aplicativos atualizados, podem não ser abertos por todos que tem a versão não atualizada do aplicativo X, sendo assim, serão forçados a gastar dinheiro e tempo com a atualização do mesmo.
Tendo em vista esta situação, por que não criarmos um padrão único que possa ser aberto e alterado por todas as aplicações do mercado? Eis que surge o ODF!
Open Document Format (ODF)
O Open Document Format, é uma especificação desenvolvida pelo comitê técnico Open Office XML da OASIS (Organization for the Advancement of Structured Information Standars) baseada em XML, que, pode ser utilizada para criarmos o contexto ideal ilustrado pela figura abaixo:
Dessa forma, não dependemos mais de nenhum fabricante ou do software que alguém utiliza para podermos trabalhar com um documento. Qualquer aplicativo compatível com a especificação do ODF vai ser capaz de manipular documentos neste padrão.
Uma relação entre as extensões dos documentos salvos em aplicativos MS com os documentos salvos em ODF é:
| doc | odt |
| xls | ods |
| ppt | od |
Então, uma apresentação salva num aplicativo compatível com a especificação ODF, vai ter a extensão ODP. Uma planilha salva no mesmo aplicativo, vai ter a extensão ODS, e finalmente um texto salvo, vai ter a extensão ODT. (P = Presentation, S=Spreadsheet e T= Text)
Mais detalhes sobre ODF podem ser obtidos aqui http://www.oasis-open.org/committees/tc_home.php?wg_abbrev=office#overview
A Infowester tem uma matéria bem detalhada sobre ODF aqui http://www.infowester.com/odf.php
Iniciativa para incentivar ODF
Uma ótima iniciativa no Brasil e no mundo é a Aliança ODF. Seu site em português é ODF Alliance no Brasil.
Esta Aliança “atua globalmente para educar os elaboradores de políticas, administradores de TI e o público em geral sobre os benefícios e oportunidades do OpenDocument Format, visando garantir que as informações, registros e documentos governamentais sejam completamente e nativamente accessíveis através de diversas plataforma e aplicações, mesmo quando a tecnologia muda.”
É muito legal divulgar este Link e cadastrar sua empresa na aliança, passando assim a utilizar ODF no seu dia a dia a fim de colaborar com a adoção de um formato único e não “caindo” nos problemas de incompatibilidade de documentação citadas no começo do post ou ainda ficando nas mãos de uma fornecedora.
Algo bem importante a ser citado é que empresas grandes incentivam ODF, dentre elas IBM, RedHat, Google, Sun, Novell, Oracle, etc.
Softwares para trabalhar com ODF
Como esperado, o Microsoft Office não salva documentos utilizando este padrão, portanto eu sugiro abaixo dois aplicativos, GRÁTIS, que trabalham com ODF e são ótimos!
O primeiro é o IBM Lotus Symphony, que agora em sua versão 3 está em português, seu site é http://symphony.lotus.com, tem um manual de instalação bem detalhado, eu utilizo ele.
O segundo é o Open Office, mais amplamente utilizado. Pode ser baixado de http://www.openoffice.org/.
O Open Office tem uma “localização” brasileira, é o BR-Office. Pode ser obtida aqui http://www.broffice.org/.
Mais...
Existe um outro formato, o OpenXML, que é uma proposta da ECMA(http://www.ecma-international.org/) e Microsoft, que “disputa” com o ODF para ser o padrão de mercado. Podemos encontrar facilmente em inúmeras páginas, pessoas fazendo uma guerra entre OpenXML e ODF e transformando isso em um IBM X Microsoft, algo que é totalmente errado. Meu escopo aqui não é falar sobre essa “batalha” e bem entrar em algo mais técnico, meu foco é simplesmente apresentar o padrão para leigos. Talvez futuramente eu escreva algo mais técnico com algum comparativo.
Uma ótima leitura, é um post do grande mestre Cézar Taurion em http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/ctaurion?entry=odf_em_2008, ele fala sobre ODF e as perspectivas para 2008.
Outra pessoa que falou algo interessante sobre ODF é Avi Alkalay, seu blog: http://avi.alkalay.net/2007/12/odf-ooxml-liberdade-de-escolha.html
Então é isso! Espero ter esclarecido um pouco e dado alguns pontos de referência.
Agora, use e divulgue o ODF! :-)
